O dia em que Temer sonhou com Thatcher

O dia em que Temer sonhou com Thatcher

O que resta para Temer é se assumir como Sarney.
Meirelles não apresentou um plano de governo, mas o programa de sua candidatura presidencial.

Marcos Nobre

Valor, 30/05/2016

Como explicar que um governo interino possa agir como se fosse um governo recém-eleito, como se tivesse conseguido a aprovação da maioria do eleitorado em uma disputa presidencial acirrada? É o grande mistério do momento, de difícil solução. Porque é certo que alcançar o impeachment exigiu a produção da mitologia de altas expectativas correspondente. Mas, se pretende sobreviver, o governo interino tem antes de tudo de concentrar esforços em um rebaixamento geral de expectativas. E nisso o Plano Meirelles não ajudou em nada.Leia mais »

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Entre os sempre-governo e os neo-governo

Entre os sempre-governo e os neo-governo

Temer não tem saída senão tirar Eduardo Cunha do ringue.
Não é tarefa simples transformar a unidade contra o PT e o governo Dilma em uma unidade a favor do ajuste liderado por Henrique Meirelles.

Marcos Nobre

Valor, 23/05/2016

O presidente do PMDB é um árbitro de luta profissional. Dá os pontos e a vitória a quem bate mais e melhor. Está sempre atento para não virar ele mesmo alvo dos golpes. Não há projeto, rumo ou direção previamente estabelecidos em suas decisões. Apenas acompanha a correlação de forças de cada momento: quem pode mais, leva; quem pode menos, aguarda uma próxima oportunidade. A única preocupação do árbitro é evitar o nocaute. No PMDB, a regra são as decisões por pontos.Leia mais »

“Temer, como presidente do Brasil, será o presidente do PMDB”

Marcos Nobre: “Temer, como presidente do Brasil, será o presidente do PMDB”
Para o cientista social, o novo governo vai restaurar o loteamento de cargos que deixou de funcionar com Dilma Rousseff. O objetivo maior será evitar uma insolvência econômica.

GUILHERME EVELIN – EPOCA
17/05/2016

“Vai haver uma unidade da política econômica e o resto vai ser totalmente feudalizado”

O que muitos cientistas políticos chamam de presidencialismo de coalizão, o cientista social e filósofo Marcos Nobre, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), chama de “peemedebismo”. Para Nobre, é um sistema em que quase todos os partidos procuram emular o comportamento típico do PMDB nos últimos 20 anos: trocar o apoio do partido no Congresso ao governo federal por vantagens e concessões fisiológicas. A Lava Jato, com suas descobertas sobre as entranhas do funcionamento do toma lá dá cá político, deu mais força à crítica feita por Nobre ao funcionamento do sistema político. Em entrevista a ÉPOCA, ele expressou sua visão em relação à gestão Temer.Leia mais »

Os testes da Presidência

Os testes da Presidência

O governo está entre Serra e Meirelles.
Tudo indica que é do embate entre Meirelles e Serra que vai aparecer a real liderança do governo Temer.

Marcos Nobre

Valor, 16/05/2016

Seis dias antes da votação do impeachment na Câmara dos Deputados foi vazado um áudio em que Michel Temer dirigia uma “palavra à nação brasileira” como se a votação já tivesse ocorrido. Na esfera pública, teve efeito desastroso. Apenas aguçou a sensação generalizada de oportunismo e virou objeto de chacota. Mas o áudio tinha de fato outro destinatário. Dirigia-se a uma parcela dos deputados que tinha pulado para o barco do impeachment, mas que estava perigosamente insegura.Leia mais »

A volta dos governadores

A volta dos governadores

Temer não é Itamar com FHC, é Sarney sem Ulysses.
O governo Temer será o primeiro desde Sarney a recolocar os governadores em posição de comando no tabuleiro da política nacional.

Marcos Nobre

Valor, 02/05/2016

Deve ir a voto no Senado uma nova versão da Desvinculação das Receitas da União, a DRU. Com outro nome, o mecanismo foi criado como uma das condições de implantação do Plano Real, em 1994. A DRU exime o governo federal de observar o mandamento constitucional de utilizar necessariamente em áreas como educação, saúde e previdência social recursos oriundos de impostos e contribuições sociais e econômicas. No formato que prevaleceu até hoje, a desvinculação chega a 20% desses recursos.Leia mais »