A nova geração da política

A nova geração da política
O futuro do país está também nas escolas ocupadas.
Perguntar por chances eleitorais reduz a questão da nova geração da política à pergunta pela geração nova da política.

Marcos Nobre

Valor, 31/10/2016

Terminada uma eleição, a primeira pergunta que se faz é pelas chances que teriam figuras já conhecidas para as eleições seguintes. As chances de Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Lula, Marina Silva, Ciro Gomes, Fernando Haddad e por aí vai. O problema desse tipo de foco é o imediatismo, limitado à próxima eleição. É um raciocínio que pensa que política é apenas eleição.Leia mais »

A centro-direita não tem pressa

A centro-direita não tem pressa
Uma trégua tensa vigora no campo à esquerda.
A atual ausência de coesão à esquerda permite que a centro-direita deixe para 2018 a definição sobre seu real polo aglutinador.

Marcos Nobre

Valor, 24/10/2016

Até 2014, parecia que tinha se tornado parte da paisagem política a polarização entre uma candidatura de centro-direita e outra de centro-esquerda. A partir da eleição de 1994, o PT conseguiu se firmar como líder inconteste da esquerda, o que se confirmou na eleição seguinte, em 1998, com a chapa Lula-Brizola. Em 2002, o PT estendeu sua hegemonia para o campo da centro-esquerda, o que foi simbolizado pela chapa Lula-José Alencar.Leia mais »

O destino do governo Temer depende do PSDB

O destino do governo Temer depende do PSDB

Temer se equilibra entre Aécio e Alckmin.
Temer tenta ao mesmo tempo equilibrar o jogo e se posicionar como fiel da balança na disputa entre Aécio e Alckmin.

Marcos Nobre

Valor, 17/10/2016

Perguntado no sábado sobre uma eventual aliança com o PSDB para as eleições de 2018, Michel Temer respondeu que tal possibilidade é “extremamente prematura porque essas coisas só serão cogitáveis no final do ano que vem”. É certo que o primeiro horizonte para 2018 fica no final de 2017. O que não é exato é que o atual governo vá esperar até lá para começar a se mexer.Leia mais »

O preço da PEC

O preço da PEC
A PEC 241 faz o sistema político abdicar de seu poder.
A PEC 241 pode acabar custando ao PMDB nada menos do que a liderança do pemedebismo do sistema político.

Marcos Nobre

Valor, 10/10/2016

O nome oficial é Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Novo Regime Fiscal e recebeu o número 241. Fixa de antemão como limite das despesas públicas para um ano o gasto realizado no ano anterior, corrigido pela inflação. Tem duração prevista de vinte anos.

A Constituição de 1988 é útil sempre que diz o que se quer que ela diga e totalmente despropositada quando vai contra o que se quer que ela diga. Quando se trata de defender o impeachment que alçou Temer ao poder, agarra-se com unhas e dentes ao texto constitucional. Quando se trata de defender a PEC 241, a Constituição é a principal fonte da atual ruína do país, já que “não caberia no PIB”. Assim como existiria um “PIB potencial” (sobre o qual nem economistas de mesma confissão teórica se entendem), existiria também uma espécie de “Constituição potencial”, aquela justamente que caberia no PIB.Leia mais »

A velhice do novo e a novidade do velho

A velhice do novo e a novidade do velho
O salve-se quem puder da eleição dará o tom da transição.
As mudanças trazidas pela eleição são bem mais sutis do que uma simples contraposição entre política e antipolítica, entre novo e velho.

Marcos Nobre

Valor, 03/10/2016

Junho de 2013 levou às ruas uma insatisfação social profunda e duradoura. A partir de 2015, a Lava­Jato levou a crise para o coração do sistema político. E os efeitos da brutal recessão iniciada ainda em 2014 abriram a temporada de caça aos culpados de todas as desgraças. Foi então que teve início um salve­-se quem puder geral dentro da política oficial. O PT se posicionou contra a política econômica de sua própria presidente, aliados e inimigos ameaçaram colocar fogo no circo caso Dilma Rousseff não os defendesse dos ataques da Justiça, acordos que vigoraram durante 20 anos e cinco eleições presidenciais deixaram de valer.Leia mais »