Como governistas e opositores trabalham o pós-Temer

Como governistas e opositores trabalham o pós-Temer, segundo este filósofo da Unicamp
Paula Miraglia

20 Mai 2017 (Nexo)

Para Marcos Nobre, fiadores políticos do presidente da República vão pressioná-lo assim que souberem o que fazer após sua saída.

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Marcos Nobre no Público (trecho)

A situação em que nos encontramos agora é de um choque entre os interesses do Presidente Temer e do conjunto do sistema político”, explica o cientista político e comentador brasileiro, Marcos Nobre, numa conversa telefónica com o PÚBLICO em que salienta a “impressionante capacidade de auto-preservação” desse mesmo sistema, que depois das grandes manifestações de 2013, ou da exposição do quadro de corrupção generalizada, logrou sempre adiar a reforma política.“O sistema não quer abrir mão da ideia da eleição indirecta, porque corre o risco de perder o controlo, isto é, a capacidade de resistir, à Operação Lava-Jato. É por isso que Temer está isolado, ele está em conflito directo com a sua própria base”, prossegue. Mas os diversos actores políticos ainda não conseguiram encontrar um nome em torno do qual constituir um novo Governo ainda na actual legislatura. “Falta um acordo de base para o pós-Temer. Para resistir e retomar o controlo, o Presidente precisa de bombardear qualquer acordo”, nota Marcos Nobre, que acredita que o impasse não demorará mais do que um mês. “Já percebemos que uma solução congressual, do tipo Governo de salvação ou união nacional não é possível. Mas assim que a base de apoio deste Governo, que apesar de tudo é de 80% do Congresso, encontrar um nome, vai retirar Temer do poder”, antecipa.
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