É impossível fazer uma retrospectiva de 2016 a não ser em tempo real

Marcos Nobre: “É impossível fazer uma retrospectiva de 2016 a não ser em tempo real” 
Cientista social analisa o impasse político no Brasil e a ascensão da extrema direita no mundo, observando que 2016 deixará um dilema.
Entrevista no Jornal Zero Hora, 01/01/2017 (link) Por: Fábio Prikladnicki

Professor livre-docente da Unicamp, Marcos Nobre é um filósofo diferente: tem um pé na abstração conceitual dos grandes pensadores da teoria crítica e outro pé na realidade mais palpável da situação atual do Brasil e do mundo. Esta segunda competência ele tem exercitado não apenas no meio acadêmico, mas também na imprensa, tanto em sua coluna no jornal Valor quanto em entrevistas concedidas a diferentes veículos.

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O futuro dos partidos

O futuro dos partidos
Ou se aprofunda a democracia ou vence a barbárie.
Cúpulas partidárias terão de colocar em jogo o controle que hoje têm em nome da própria sobrevivência dos partidos em condições democráticas.

Marcos Nobre

Valor, 05/12/2016

A cúpula do Partido Republicano fez de tudo e mais um pouco para evitar que Donald Trump se tornasse o candidato à presidência. Viu o partido ser invadido e tomado por um outsider, sem conseguir impor um nome menos hostil. A máquina partidária perdeu o controle do processo. Mas venceu as eleições presidenciais.Leia mais »

Democracia exposta

Democracia exposta
A própria democracia deixou de ser uma evidência.
Já ficou claro que os eleitorados não vão recuar diante da ameaça do caos.

Marcos Nobre

Valor, 14/11/2016

Aconteceu uma vez, no plebiscito sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, e a explicação bem pensante disse que tinha sido raio em céu azul. Veio o referendo na Colômbia sobre o acordo de paz e uma série de explicações tiradas da cartola tentou mostrar que era ponto fora da curva. A eleição de Donald Trump fixou de vez a exceção como regra, o desvio como tendência.Leia mais »

Samuel L. Jackson encontra John Wayne

Samuel L. Jackson encontra John Wayne
Ford e Tarantino têm muito a ensinar sobre a eleição nos EUA.
Se Hillary Clinton vencer, será por ter se comprometido a não resolver o que não pode ser resolvido por uma eleição presidencial.

Marcos Nobre

Valor, 07/11/2016

Parece que Hillary Clinton vai ganhar. Parece. Mas, se vencer, o alívio de ter conseguido desviar de rota o Godzilla da política mundial não vai afastar o mal-estar de instituições que estão funcionando de maneira disfuncional. E não só nos EUA.Leia mais »